por Segundo Wanderley
Não! não creio na amarga profecia
dos arautos fataes do pessimismo
que predisem num vão filosofismo,
da loira Musa a próxima agonia.
Não sucumbe de vez a fantasia
que se nutre da seiva do lirismo
nem da carne fremete o despotismo
esmaga a flor que gera a utopia.
Serpe doirada, fascinando a presa
é debalde que açula a Naturesa
dos gosos quentes o lascivo enchame.
Do Genio o aureo sonho se requinta
- emquanto houver uma mulher que sinta
- emquanto houver um coração que ame!
28/01/41 - H/Menon
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