De Walter Scott
Sinto em meu peito a estranha inquietude
De um coração que sofre e não descansa
Sombras de maldade e restos de virtude
Um todo de descrença, migalhas de esperança.
E sou feliz. A minha juventude
É toda um sonho de feliz creança
Que ainda hoje a minha vida ilude
E tem o sofrimento amarga semelhança.
Só creio em Deus, o mundo não consegue
Roubar em mim esta feliz descrença.
E enquanto sou feliz a mágoa me persegue.
O mundo é o Nada. A vida é uma quimera.
E sou feliz porque a minha crença
É ter no peito um coração de fera.
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