De H. Menon
À eterna memória de minha mãe
Jesus sofreu a ingratidão do mundo
Viu sua nobreza aos pés do poviléo manchada
Viu-se sozinho em padecer profundo
Sentiu no Horto a alma ensanguentada.
Lá no Calvário estava o rei do mundo
Longe dos seus, do mundo abandonado
Porém da Cruz, olhando o moribundo
Viu sua mãe e viu-se amargurado.
Sofreu por nós o infame sacrifício
Cuspido e maltratado, e em seu suplício
Vendo a mãizinha expira consolado.
E eu... O que fazer si meu destino insiste?
Morreu-me a pobre mãe. Oh! quanto é triste
Subir o meu Calvário, abandonado.
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