De H. Menon
Notívago ser vagante e sem abrigo
a tua luz aclara meu cruel viver
e faz lembrar meu coração amigo
a mulher que folga em ver-me a padecer.
Vives errante em busca de um jazigo
iluminado à luz do próprio ser
pois eu, também, alforando, incerto sigo
na noite negra de um cruel sofrer.
Não amas como eu, pois és feliz,
não vives como eu que a quem mais quiz
foi para mim uma mulher perjura.
Porém, guiado à luz da consciência
Peço a Jesus bondoso e de clemência
um lenitivo para a desventura.
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