À Edel - H. Menon
Enquanto a tua espera estava, lendo
um romance de amor, de gloria e sacrifício
Senti remorsos de viver sofrendo
sem precisar de estar neste cilício.
(Que dor suprema a que me vai no espírito!
Que atroz ciúme me consome, ó flor!)
Pensava assim, quasi a chorar, num rito
de quem se entrega ao desespero e à dor...
Depois senti um refrigério n'alma
Senti voltar-me novamente a calma
E ouvi a voz do pobre coração:
- Não te condenes à dor. Viver é isto...
Perdôa esta mulher... Faz como Cristo
Que o teu sofrer será tua redenção.
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