À sagrada memória da minha mãe, no 5o. Aniversário de seu falecimento (19-7-46)
Quando a tropeçar da vida nos múltiplos escolhos
Recordo o triste olhar, sombrio, agonizante
Que me volveste no derradeiro instante
Duas lágrimas de dor cintilam nos meus olhos.
Meu pobre coração nos doloridos folhos
Luta e se debate tímido, arguejante
Qual, em noite de procela, pávido navegante,
Sem bússola e sem leme, sobre um mar de abrolhos.
Mãe! Dos páramos celestes vela por teu filho
Que sem carinho e amor deixaste neste exílio
Quando voaste da Terra aos braços de Jesus.
Se de onde estás, ó mãe! é permitido sentir
Vem e volve para mim se Cristo consentir
O teu celeste olhar de aurifulgante luz.
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