H. Menon
Houve um tempo (e não vai longe) que eu acreditava cegamente na palavra da mulher.
Para a minha alma adolescente e destituída de experiência, a palavra feminina constituía o mais solene dos julgamentos - a mais absoluta das verdades.
E eu me julgava feliz.
Mas, não tardou que minha opinião se metamorfozeasse.
Fui verificando paulatinamente a cegueira que me envolvia e uma luz exterior iluminou-me o espírito.
E deixei desaparecer de meu coração a figura cruel da mulher que tanto me traiu.
Alguém sem conhecimento do que se passou, - sem a certeza absoluta dos dissabores que experimentei, já me cognominou "máquina de fazer vítimas".
Poderei aceitar de bom grado, tal cognome? Nunca!
A máquina, por si só não se move; é necessário uma força estranha como se verificou em meu espírito - desprevenido à princípio, e depois convicto da realidade.
E hoje, apezar de moço, a minha alma está cansada e de tanto sofrer tornou-se incrédula.
Mas não obstante, volto á considerar-me novamente feliz.
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