20.1.12

À Minha Mãe

De F. C. Oliveira

Quando beijei teu rosto já sem vida
Li nos teus olhos, mortos, mal fechados
Pelo Destino cruel enfim velados
O que quizeste dizer-me, ó mãe querida!

E nesta vida, em cada arremetida,
Dos teus filhinhos, cêdo abandonados,
Os teus conselhos serão sempre lembrados,
Como lembrada será tua despedida.

Tu, minha mãe, que para o Azul voaste
Olha teus filhos que a chorar deixaste
Agrilhoados às dôres d'orfandade.

Jesús, também, te beijará a face.
Oh! minha mãe "requiescat in pace"
E ouve do céu meu pranto de saudade.

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