A Edel... De H. Menon
O nosso amor que foi uma utopia
Morreu tão cedo, e mesmo assim deixou
Dentro em meu peito a dôr que me crucía
Cruel lembrança que, p'ra mim, ficou.
O teu capricho, mulher, foi quem matou
A amizade fiel que mal nascia
O nosso amôr que cêdo se acabou
Deixando a dôr, levando a fantasia
E, hoje, vivo de ilusões extintas
Sentindo n'alma um coração que chora
Busando, em vão, sem máguas, te esquecer.
Mas, praza aos céus, mulher, que ainda sintas
A mesma dôr que me causaste agora
Para que saibas quanto dói sofrer.
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