A quem me faz sofrer.
Quando eu morrer, se te deixar querida
Levarei o teu semblante no meu peito amigo,
Quando meu corpo se evolar da vida
No meu jazigo eu sonharei contigo.
E no momento atróz da despedida
Chamar-te-ei e sentirás comigo
A dor que mostrarás arrependida
Da traição que me fizeste e que maldigo.
Quadno eu morrer leva este soneto
E deposita sobre o esquife preto
Onde meu corpo de martir repousar.
Quando seu meu corpo ao cemitério;
Quando ouvir o sino em seu tanger funério
Tu, que és tão ingrata para mim, há de chorar.
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