De W. Scott
A Zélia
No dolente crespúsculo do amor que mal nascia
Num prelúdio feliz de glória e de ventura
Resta-nos o adeus nostálgico que anuncia
O epílogo do amor e o prólogo da amargura.
E não te quero mal, pois tudo nesta vida
Passa, deixando um rastro de tortura
E sempre depois de uma ilusão querida
Surgem as horas de dor e desventura.
Desejo apenas que sejas bem feliz
E já que o Destino o nosso amor não quiz
Quero viver sozinho entre os abrolhos.
E em ênfasis de dor e amarga nostalgia
Resta a saudade que aos poucos me excrucia
De nunca mais poder fitar teus olhos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário