23.2.12

Respondendo

De W. Scott
A Zélia


No dolente crespúsculo do amor que mal nascia
Num prelúdio feliz de glória e de ventura
Resta-nos o adeus nostálgico que anuncia
O epílogo do amor e o prólogo da amargura.

E não te quero mal, pois tudo nesta vida
Passa, deixando um rastro de tortura
E sempre depois de uma ilusão querida
Surgem as horas de dor e desventura.

Desejo apenas que sejas bem feliz
E já que o Destino o nosso amor não quiz
Quero viver sozinho entre os abrolhos.

E em ênfasis de dor e amarga nostalgia
Resta a saudade que aos poucos me excrucia
De nunca mais poder fitar teus olhos.

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