De W. Scott
Na torre da Igrejinha sôam tristemente
As treis badaladas tristes da Ave-Maria
Há na Natureza um sussurrar plangente
Há em minhalma amargor e nostalgia
Morre na penumbra, lentamente o dia
Qual amante que morre levando ocultamente
Um desgosto qualquer... dor... melancolia...
Da querida mulher da qual se vê ausente.
E eu comparo, nesta hora, a solidão reinante
À dor que sinto no meu peito amante
Na minhalma triste pela dor sofrida.
É que esta hora marca para nós
A hora em que escutava tua voz
Tão doce e tão suave antes da partida.
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