À M. L. De Walter Scott
Rosas - pedaços murchos da ventura ida
Migalhas que sobraram da felicidade
Retratos da minhalma prusta de saudade
Do melhor tempo que passei na vida...
Contemplá-las sem dôr... não posso!... e quem há de?
Vendo em cada rosa, sem viço, emorchida
A sombra atentatora da ilusão querida
Que a pantera do tempo matrou sem piedade...
Quando as contemplo com o olhar maguado
Na amarga evocação de meu passado
Fico horas a cismar imerso na saudade;
Pois, como as rosas que jamais vicejarão
Sei que não mais reviverá essa ilusão
Que foi o próprio ardor de minha mocidade.
25-4-44
Nenhum comentário:
Postar um comentário