20.1.12

Sonêto

De H. Menon

Tudo que é belo, no mar, no céu, no mundo
todo o fulgôr da luminosa aurora
todo mistério, desde o mais profundo
todo lyrismo dum infeliz que chora;

Tudo que belo, que fulge e resplandece
lá no infinito, negro e constelado
A poesia que jamais fenece
e um puro amôr, num peito apaixonado;

Toda beleza da Diana bela
Mostrando a terra, luminosa cimbela
toda ternura da palavra adeus;

e tudo enfim que neste mundo é santo
que constitue p'ra mim enfevo e encanto
- Deus encerque, Nadir, nos olhos teus.

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